terça-feira, 16 de setembro de 2008

O magnífico Tripé

Apresento-lhes o tripé. E como pressuposto é necessário as suas três partes para que este funcione corretamente. Não seguindo regras, e nem precisando, estes não medem nem são semelhantes. Apenas estão ligados por uma mesma base, chamada vida. Isto para desempenhar a única coisa que necessito, estabilidade.
É incrível o que vou escrever e completamente aproveitável por alguns. É tão claro que chega a assustar-me. São exatamente três aqueles que me dominam e que me constituem. Ou que eu vim criando com o passar do tempo para sobreviver, sabe-se lá porque não se fundiram, talvez sejam como água e óleo. Incompatíveis.
O chamado tripé tem tudo que necessitamos, pode ser visto de vários ângulos e causar diferentes tipos de comportamentos olhados de qualquer um deles. Há de se explicar o porquê de tantos amores e adversos a este.

... Apresento-lhes: O tripé.

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O Escritor






Dedilha sobre o teclado do computador O escritor. O culto de seus pensamentos gira em torno de nada menos que a ciência e lança sobre ti um olhar crítico aos seus movimentos. Dotado de mente sublime, frio, e incrivelmente perspicaz. Dá-lhe um pouco de motivação para acreditar. E lembre-se qualquer descuido é capaz de extraviar pontos. Dá-se a algum de seus dramalhões e entenda sua atividade social, ele é o primeiro peso da balança.
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O Apreciador



De um outro modo e de quando em quando, O apreciador toma o que é dele por direito. Há um toque notável de amor e familiaridade em suas palavras. Como aliada carrega a felicidade em seus braços, pronto para vagar com ela até ser dado o sinal de mudança. O único dentre com estabilidade suficiente para manter-se só. Mas não o faria. Não neste mundo cão. O mundo não o merece tanto quanto eu.

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A Incógnita





Por fim, O culpado. Aquele que dei o nome de Ceregato. Governado por sua insanidade tem o poder em mãos para determinar grandes façanhas. Nem um pouco compreendido, nem possivelmente compatível. Tem paixões, mas tem instintos. Considerado o peso sombrio, o que mais me encanta. Que me faz menos eu e mais você. Eu o odeio tanto quanto lhe necessito. E por isso torna-se minha maior incógnita.
É um ângulo errado de se ver, somente respeite seu caráter, use-o, não pense, apenas desista. Não o resista.

12 comentários:

HoneyBee disse...

O meu tripé deve ter "a crítica", "a introspectiva" e a "esquisita". =)

Daniel Murillo disse...

vc escreve mto bem.
Legal o seu blog, pensamentos profundos.

Petite Femme disse...

aos meus olhos a ingónita é sempre mais fascinante. é ela que me move à apreceiar e, por ventura ou desventura, escrever. a ingónita não faria parte do meu tripé, mas da base de algo que não sei o que é (ó ela aí). de tudo o que eu quero preservar, o mais importante é o não saber, a dúvida, o questionamento.

bjs

Tatiana C. Mendes disse...

Adoro a ambigüidade, e você utilizá-la muito bem, de maneira também sutil, durante todo o texto. Você tem estilo, um estilo que gosto. Também tenho algumas pontos, talvez até mais que três... Nunca sei ao certo, porém um deles chamo, ao invés de incógnita, insustentável.

Abraços,

Tatiana C.

http://tanaboca-dopovo.blogspot.com/

Tatiana C. Mendes disse...

Correção:

** Você soube utilizá-la... (Estou com fome, portanto ando comendo até mesmo palavras...).

kilder disse...

oláaa...td bom?? mt bom o blog!!! t+

Murilo R'n'geral disse...

Parabéns!vc escreve muito bem.
sucesso!

Erica disse...

Gostei do blog
arrasando
abraços!!!

LUCAS DE OLIVEIRA disse...

caramba!

muito bom!!!

abçs


Lucas de Oliveira

~Leão disse...

wow

Renan disse...

Hugo e a sua poética da dor...
Magnífico!

Bru.na disse...

As vezes eu tenho esse tripe tbm...mas tbm tenho a insanidade junto.Me pareco com todos nem saberia dizer quao é o mais certo pra mim.