terça-feira, 25 de novembro de 2008

Olhares...


Sinto-me tão distinto. Impreterivelmente capaz. Mas é uma mentira, sempre foi.
São os olhos ou a boca, o olhar e a fala, capazes de mudar uma vida. Principalmente quando influenciados pelas oscilações existentes num ser humano minúsculo de carne e osso.
Lançado à terra quantas vezes fora necessário, acudido por mãos largas todas em virtude do princípio, amado por corações magros assim como este desprezou.
De que me adiantou as promessas ou esse olhar desfeito? Ouvi dizer que os laços mais elaborados são os mais difíceis de serem desatados, e talvez eu esteja tentando dar esse nó sozinho, sem saber governar o meio.
Joga, agora, tua espada no solo e faça o que por genética deveria honrar. Um de seus olhos está calvo, afundado em pobreza, vacilando junto aos seus pensamentos. Quando secar tornará a me sorrir, mas se desta saberei, com que tristeza irei olhar?
O mundo despiu meus sonhos, da ingenuidade me fiz capacho. Toma tua espada, recolha-a. Eu desisto. Desisto, pois não sei lutar. Desisto porque meu céu é maior que o teu. Desisto porque sou grande demais para ser enxergado por ti. Desisto porque amo, e, se quem ama cede, essa é minha última jogada.

5 comentários:

MissCrazyLove disse...

caraa que lindo!!
perfeito o jogo das palavras
ameei =)

Raii disse...

Forte, e sentimental ao mesmo tempo!
Você escreve com muito sentimento e sabe encaixar palavras de uma forma ímpar!
Parabéns!

Abraços...

Diego disse...

Pronfundo amigo...só espero que não esteja em depressão rsrr

abraçosss

Fernandinha Duarte disse...

adorei o seu jeito de escrever. Você soube usar a linguagem ao seu favor. Triste, pensativo , reflexivo.
adorei o seu texto.
boa sorte.

Luiz Guilherme disse...

Sensácional kra...vc entrosou as palavras com um jogo d combinações bem firmadas....

possu te link?

vlw

http://lg7fortalezace.blogspot.com/